Thursday, January 20, 2005

Eu olho pra trás e... sei lá. Essa é a melhor frase pra descrever... Sei lá. Eu não estou perdido, mas para alguns efeitos, eu meio que estou. Cada vez mais certo do que escolhi, mas... sei lá.

Este é um post sobre dúvidas, desentendimentos, talvez até desilusões. Mas é mais do que isto. É um post sobre o quanto é difícil seguir em frente, às vezes... Parece que estu num túnel de vento, mas atrás de mim o chão não existe mais, se eu for arremessado pra trás a queda vai ser dolorosa. No momento, eu estou parado me segurando...

Este é um post sobre seguir em frente, continuar. Em vários sentidos. Possivelmente, será interpretado em um ou dois sentidos mais óbvios, mas aí é que tá... Não é tão óbvio assim, é? Não é tão fácil assim... Eu me lembro de um post que fiz em setembro (ou será outubro), em moldes similares:


Em meus pensamentos, caí vítima do meu próprio subconsciente. Sinto-me preso:
Atrás de mim, uma parede indestrutível. Transparente. E tudo o que é bom mas ficou pra trás acena por trás dessa massa translúcida. E quanto mais eu ponho cortinas, mais elas insistem em me explicar que combustão espontânea existe, sim.
À minha direita, uma selva densa, viva, a própria imagem de uma natureza selvagem que nunca deveria ter existido em mim. A personificação de alguém que eu não quero ser, de meus demônios interiores. Aquele a quem eu costumava recorrer quando eu me sentia humilhado, ferido ou simplesmemte irritado. A tentação é grande, desta vez.
À minha esquerda, o vazio. O abismo sem fim, a Grande Queda. O nada. Mas não é o Vazio do Tao, que contempla todas as coisas e é sem ser. Este vazio é simplesmente a ausência. A carência. E o nada anda corroendo as bordas do caminho.
À minha frente, um campo minado. Eu sei que os explosivos estão lá. Um passo em falso, e posso ser atirado no meio da ira, ou cair no abismo da solidão. Talvez, ser arremessado como uma trouxa de roupa suja rumo à impenetrável muralha do Passado.

Sinceramente, eu não entendo o que se passa. Só sei que definitivamente a vida não tem me dado as chances que eu mereço em alguns aspectos da minha vida. Gostaria de saber se alguém vai me salvar ou se é tarefa minha... Mas se eu tiver que perecer, que seja lutando.

O que fazer quando o inimigo pode ser visto no espelho?


Pois é, mas... O que fazer quando o inimigo é desconhecido? Contra quem eu estou lutando? Acho que foi assinado um armstício entre eu e meu subconsciente trapalhão. Além disso, eu não estou olhando pros lados aqui. Será que conquistei (temporariamente) meu subconsciente apenas para ser oprimido por forcas externas? Ou será que eu estou me oprimindo conscientemente agora? Eu tenho mais perguntas do que respostas, e mesmo estas são insuficientes. Além disso, as respostas que tenho não se aplicam às perguntas que nublam minha mente. Os tempos são outros, muita coisa aconteceu. Eu cresci. Impressionante o tanto que amadurecemos em períodos de crise, e impressionante também como esquecemos disso depois.

É, pisei em uma mina. Explodiu. E fui arremessado à frente. Sem perigo de ser devorado pelo nada, sem perigo de me deixar corroer pela ira. Fui parar numa situacão bem diferente, mas não menos desconfortável. Pelo menos durante o vôo eu vi algumas estrelas, e a lua cheia. Mas cair de cara na realidade não é muito agradável não...Mas o que não nos mata, nos torna mais forte. Nem vem ao caso, agora...

Eu só queria... Ah, sei lá. É isso.

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